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Demissão de Ligia Amadio expõe situação precária da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

Em audiência pública realizada em novembro passado, Amadio afirmou que salário de músico de fila da orquestra era de R$ 1.618,72: “desculpem, mas a cegueira deste Estado para uma orquestra tão importante como essa me dói”, disse em emocionado e corajoso depoimento; quarenta dias depois a maestra foi demitida

porAvatar do UsuárioRedator (Teste)23/01/2026
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Em 26 de novembro do ano passado, a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais realizou uma audiência pública para debater a “precarização do trabalho dos músicos”. A reunião, organizada por ocasião dos 80 anos do Sindicato dos Músicos de Minas Gerais, homenageou a diretora musical e regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Ligia Amadio. A orquestra, que completa 50 anos de atividades em 2025, é um dos corpos artísticos do Palácio das Artes, gerido pela Fundação Clóvis Salgado, principal complexo cultural público de Minas Gerais e um dos mais relevantes do Brasil. Inaugurado em 1970, o conjunto ocupa um edifício projetado por Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte.

Após receber a homenagem, Ligia Amadio fez um emocionado e corajoso discurso em que expôs a situação salarial do grupo. Procurando conter as lágrimas, ela afirmou: “A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais é a orquestra mais mal paga deste país. Eu tenho a honra de dirigi-la, mas tenho a vergonha de que os músicos, sob a minha direção, enfrentem essa situação. Vou dizer quanto ganha um músico de fila quando entra na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, patrimônio público cultural e histórico deste Estado: um músico de fila ganha R$ 1.618,72 [...] Me desculpem, mas a cegueira deste Estado para uma orquestra tão importante como essa me dói. E me dói muito”. 

Mais adiante, Amadio pediu atenção aos deputados, para que o assunto fosse tratado com a máxima seriedade, para que essa situação de “profunda injustiça” seja debatida. “Não digo sanada”, ressaltou, “porque nunca o valor de uma pessoa será retribuído em dinheiro. Mas que, ao menos, a situação tão precarizada do emprego seja revista. E não apenas da orquestra, mas também do coro, do balé, de todos”.

Na semana passada, pouco mais de quarenta dias após o seu enfático pronunciamento na Audiência Pública da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, a maestra Ligia Amadio foi demitida de seu cargo de diretora musical e regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (clique aqui para ler). Em um comunicado enviado em resposta a um questionamento da Revista CONCERTO, a Fundação Clóvis Salgado declara: “A Fundação Clóvis Salgado (FCS) informa que, para comemorar os 55 anos, decidiu convidar regentes de renome nacional, que fazem parte da história e já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, para conduzir as apresentações previstas para este ano de 2026. Em virtude dessa readequação, a execução do contrato da Diretora Musical e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Ligia Amadio, será encerrado definitivamente, abrindo espaço para um novo momento na música erudita em Minas Gerais”.

A FCS não entrou no mérito do pronunciamento respeitoso e lúcido feito por Ligia Amadio naquele espaço apropriado em que foi convidada a falar sobre a precarização do trabalho dos músicos. Pela nota lacônica e evasiva da FCS, não parece que o anunciado “novo momento na música erudita em Minas Gerais” vá finalmente enfrentar a questão estrutural do financiamento da cultura em um Estado que detém o terceiro maior orçamento do país e responde por cerca de 10% do PIB nacional. É uma pena...

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