Na noite de sábado, o Auditório Ibirapuera foi palco de um espetáculo inédito: o Super Concerto de Instrumentistas de IA. Com uma plateia lotada e olhares curiosos, o evento reuniu algoritmos musicais de última geração que dominaram violinos virtuais, pianos sintéticos e até baterias programadas com precisão milimétrica. Cada nota executada era fruto de cálculos complexos, mas o resultado foi surpreendentemente emocional — uma fusão entre técnica impecável e sensibilidade artística que desafiou os limites da criatividade humana.
O repertório passeou por gêneros diversos, do jazz ao erudito, com composições originais criadas por inteligências artificiais treinadas em milhões de partituras. Um dos momentos mais marcantes foi a execução de uma peça colaborativa entre uma IA brasileira e outra japonesa, que misturou ritmos tropicais com harmonias orientais. O público, inicialmente cético, se rendeu à performance e aplaudiu de pé, reconhecendo que a arte pode emergir de circuitos e códigos tanto quanto de mãos humanas.
Mais do que um show, o concerto foi uma provocação: até onde vai o papel da inteligência artificial na cultura? Os organizadores afirmam que não se trata de substituir músicos, mas de expandir possibilidades. “A IA não rouba o palco, ela o reinventa”, disse a curadora do evento. Com novas edições já sendo planejadas, São Paulo parece ter inaugurado uma nova era musical — onde o talento não tem carne e osso, mas pulsa em silício e inspiração algorítmica.
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