Em um mundo que gira cada vez mais rápido, onde tendências surgem e desaparecem como fumaça, há algo que permanece firme: o clássico. Seja na música, na literatura, na arquitetura ou no vestuário, o clássico resiste ao tempo com uma elegância que não precisa se reinventar. Ele não grita — ele sussurra com autoridade.
Na música, por exemplo, uma sinfonia de Beethoven ainda emociona como se tivesse sido composta ontem. O som das cordas, o rigor da harmonia, a profundidade dos movimentos — tudo isso transcende gerações. O clássico não é apenas antigo; ele é eterno. E quando executado com paixão, ele se torna novo outra vez.
O mesmo vale para a moda. Um terno bem cortado, um vestido preto simples, um par de sapatos de couro — essas peças não precisam de validação nas passarelas. Elas carregam consigo uma história, uma estética que fala de bom gosto e sobriedade. O clássico veste não apenas o corpo, mas a atitude.
Na arquitetura, colunas dóricas e arcos romanos continuam inspirando construções modernas. O equilíbrio, a simetria e a proporção são valores que não envelhecem. O clássico ensina que beleza não é apenas inovação, mas também permanência. E que o passado pode ser tão relevante quanto o futuro.
Mesmo na linguagem, o clássico tem seu lugar. Um texto bem escrito, com clareza e ritmo, é como uma melodia bem composta. Ele não precisa de floreios exagerados para ser impactante. Ele se impõe pela estrutura, pela escolha precisa das palavras, pela cadência que convida à leitura.
“O clássico não sai de moda” porque ele não depende da moda. Ele é raiz, é fundamento, é referência. E em tempos de excesso e efemeridade, ele nos lembra que há valor na permanência, na profundidade e na simplicidade bem feita. O clássico é o que permanece quando tudo o mais passa.

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